Não acredito no Papai Noel, mas
que ele existe, existe; existe no coração de cada criança que espera o Natal
para ganhar o tão esperado presente. Não acredito em coelho , mas que ele
existe, existe; existe na imaginação de cada criança que colhe o capim e arruma
as cenouras para na noite anterior, só para garantir sua vinda. Não acredito em
bicho papão, mas que ele existe, existe; existe para cada criança que olha pro
armário à noite e obedece aos pais com receio de uma visita indesejada. Não
acredito em cegonha, mas que ela existe, existe; existe no peito de cada mulher
que espera dar a luz, sem dormir por longos nove meses felizes. Não acredito em
pessoas boas, mas que elas existem, existem; existem por ai, perdidas, vagando,
por ai, dentro de cada um de nós.
Cadência Lunar
quinta-feira, 10 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Poesia #4
Estamos parados, sonhando, ficaremos até o sol raiar, amanhã nossa viagem continua- disse o co-piloto
Algo que suplico
Não sei se vou ou se fico
Não sou mais um Chico
Mas voltando ao pensar
Algo tão fácil de deturpar
Fico a sorrir e a pensar
Se vou realmente te mostrar
Algo doce em minha boca corre
Pela garganta arranhando escorre
Ninguém me vem ou me socorre
Agora ele agoniza e morre
Ele era algo tão bonito
Tão diferente quanto um mito
Agora choro o, cujo, dito
E fico triste pelo atrito
Corpo e a alma entregue
Sem que ninguém exagere
Sem que ninguém acelere
Sem que ninguém se recupere
Suicídio
(Danillo Alves)
Como te explicoAlgo que suplico
Não sei se vou ou se fico
Não sou mais um Chico
Mas voltando ao pensar
Algo tão fácil de deturpar
Fico a sorrir e a pensar
Se vou realmente te mostrar
Algo doce em minha boca corre
Pela garganta arranhando escorre
Ninguém me vem ou me socorre
Agora ele agoniza e morre
Ele era algo tão bonito
Tão diferente quanto um mito
Agora choro o, cujo, dito
E fico triste pelo atrito
Corpo e a alma entregue
Sem que ninguém exagere
Sem que ninguém acelere
Sem que ninguém se recupere
Poesia #3
Senhores passageiros, apertem os cintos, vamos descer na Terra dos sonhos, sua primeira parada!
Fique tranquila
(Matheus Marmilli)
Fique
tranquila
Pode ir, eu realmente não ligo
Pode ir, eu realmente não ligo
Não que eu
não te ame, mas o tempo errou conosco e
Tudo acabou muito cedo, e além
do mais estávamos com medo
De outras
discussões e outros dilemas, outros problemas, fique tranquila
Pode ir, a
princípio fico, não desejo me cansar só para me esconder
Não esqueça
o pão e a água, pegue a chave, encha tanque do carro
Enquanto eu
fico você pode correr
Voar
Rir
Chorar
Ser livre
E enfim cansar
Talvez acabe água
Talvez outra pessoa
não te ame
Talvez o mundo não gire tão rápido
Talvez queiras voltar
Talvez só talvez
A única
coisa certa é que eu te amo.
Fique
tranquila.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Reflexão #2
"Filho- Respondeu a mãe- não estamos voando com ele, e sim eles conosco!"
Bom acho que todo mundo já parou e pensou a respeito do mundo de hoje, essa violência que mostra humanos mas não humanidade, vejo homens dormindo embaixo de pontes e garotos em grandes mansões, eu pouco posso falar porque pouco faço, mas "SE O MUNDO FOR MESMO PARECIDO COM O QUE EU VEJO, PREFIRO ACREDITAR NO MUNDO DO MEU JEITO"; imagina, o mundo sem governo, sem polícia, sem poluição, sem lagrimas, eu diria um mundo irreal, ainda mais para nós, país de quarto mundo!
Poesia #2
"Ei mãe, olhe pela janela- disse um pequeno garoto- estamos voando, junto às aves!"
Vida em flocos
(Augustus Rodrigues)
Cuidado
pessoas a vida não é um sorvete de flocos
Vamos pra
Marrocos viver nossa vida em paz
Não é tão
fácil assim, nem pra você nem pra mim
Baby, vamos
embora pra Marrocos
Sem acumular
capitais, viver a vida em paz
Mas a vida,
a vida não é um sorvete de flocos
Seus olhas
castanhos me devoram
Sua pele
macia me devora
Então vamos
embora, pra Marrocos, deixar a vida em flocos
Baby, vamos
embora pra Marrocos
Sem acumular
capitais, viver a vida em paz
Mas a vida,
a vida não é um sorvete de flocos
Esse é o
mundo, diurno e noturno
Mas baby,
vamos pra Marrocos
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Poesia #1
Então né gente, como já disse, eu aaamo poesia, e há, eu também faço ai vai uma:
Vida e morte
(Matheus Marmilli)
Olhe, e me
olhe, e me ame, e me chame também
Corra,
socorra ou morra de amor meu bem
Tudo que
você me quer eu desejo a você
Ódio, amor,
solidão
Cada gesto
nosso mostra tudo que quero te dizer
Toda minha
vida foi assim
Caixa, teto,
mesa, flores, cores e alguém para amar
Olhe, e me
olhe, e reclame, e me mate também
Corra,
socorra ou me chame, de amor meu bem
Tudo que
você me quer eu amo você
Ódio,
desejo, solidão
Cada gesto
seu mostre tudo o que você quer ser
Toda sua vida
foi assim
Alguém para
amar, cores, flores, teto, caixa e caixão
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Reflexão #1
Senhores passageiros já passamos a área turbulência estamos a 15.000 metros de altitude.
Há muitas pessoas que sonham alto e que mostram isso, essas pessoas normalmente morrem depressivas ou loucas, mas o que seria do mundo sem esses malucos? Bom eu acho que nada, todo gênio tem um quê de demência e todo demente tem um gênio ao seu lado, no meu caso acho que sou meu próprio gênio. Como os malucos que falei eu penso, grito, canto, mas na verdade isso é o que me protege do mundo de fora, tudo pode me atacar, e que proteção melhor, para o mal, que a ignorância? É como se proteger com poesia num mundo de dissertação. Então vou deixar um recado, quando forem mal-educados com você retribua com bondade, quanto te xingarem grite um sincero EU TE AMO, quando cortarem suas asas ande, quando cortarem suas pernas, se arraste, quando te amarrarem durma, quando te acordarem, repita o EU TE AMO! Boa noite!
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