quarta-feira, 9 de julho de 2014

Poesia #4

Estamos parados, sonhando, ficaremos até o sol raiar, amanhã nossa viagem continua- disse o co-piloto

Suicídio
(Danillo Alves)
Como te explico
Algo que suplico
Não sei se vou ou se fico
Não sou mais um Chico

Mas voltando ao pensar
Algo tão fácil de deturpar
Fico a sorrir e a pensar
Se vou realmente te mostrar

Algo doce em minha boca corre
Pela garganta arranhando escorre
Ninguém me vem ou me socorre
Agora ele agoniza e morre

Ele era algo tão bonito
Tão diferente quanto um mito
Agora choro o, cujo, dito
E fico triste pelo atrito

Corpo e a alma entregue
Sem que ninguém exagere
Sem que ninguém acelere
Sem que ninguém se recupere

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